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Após matar inquilino problemático, estudante se entrega no Sítio Cercado

Data da notícia: 17/06/2016 - Postado por: Sitio Cercado - Categoria: Segurança - Visualizações: 1344

Depois de um ano sendo ameaçado, Miguel Zaganski da Luz, de 42 anos, tinha que ir armado buscar o sogro e a sogra em casa, no Sítio Cercado. Na manhã desta terça-feira (14), ele foi ameaçado e acabou atirando. Os tiros acertaram Fernando França Mendonça, de 36, que morreu na hora.

Após os disparos, Miguel foi direto para o 10º Distrito Policial e esperou a delegacia abrir para se entregar. "Eu já não aguentava mais, mas não tinha a intenção de matar ninguém. Andava armado porque já tinha sido ameaçado por ele e porque tinha todas as documentações necessárias, mas não queria fazer isso", contou o homem, em entrevista.

De acordo com o homem, Fernando, mais conhecido como "Nando", alugou a casa dos familiares de Miguel há um ano, e desde então, não pagaram pelo aluguel. "Foi aí que começou o inferno. Eles não pagavam, tivemos que entrar na Justiça e comecei a ser ameaçado", disse.

Nesta terça, depois de deixar a filha na escola e a esposa no trabalho, Miguel foi até a casa, na Rua São José de Arimateia, para buscar o sogro que levaria ao INSS. "Cheguei, entrei com a caminhonete e fui ameaçado. Ele (Fernando) jogou um copo no carro e disse que me mataria por eu ser "cagueta". Eu disse a ele que não tinha feito nada e quando desci do carro, ele fez um movimento como se fosse pegar a arma, eu atirei".

Miguel disparou três vezes contra Fernando e saiu do local. "A poucas quadras, encontrei uma viatura da Polícia Militar, contei o que tinha acontecido e não me prenderam, me mandaram ir direto até a delegacia, pois eles iriam verificar o que aconteceu", contou o homem.

Na delegacia, o autor dos disparos esperou as portas abrirem para se entregar e, junto, entregar a arma e a documentação. "Eu não queria matar ninguém, mas naquela hora, vendo que eu poderia ser o alvo, não pensei duas vezes".

O homem contou que trabalha há 16 anos numa montadora de veículos, estuda engenharia de produção e sempre ajuda a sogra e o sogro, por serem de idade e precisarem de alguém com carro. "Todas as vezes que fomos até a casa, esse homem me ameaçava, porque descobrimos que eles usavam a casa alugada para esconder drogas, aproveitavam das duas pessoas de idade".

A arma usada nos disparos foi recolhida e o delegado Rinaldo Ivanike disse que, de acordo com o que foi apurado pelos policiais, o crime aconteceu em legítima defesa. "Miguel deve ser ouvido e depois liberado. Não temos porque segura-lo preso, pois não é um bandido, é um trabalhador, que tem família, trabalha, estuda. Vai responder ao crime, mas em liberdade", explicou.





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